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camisas de futebol são tratadas de maneira singular pelos seus admiradores e
torcedores. Consideradas como “mantos sagrados”, elas adquirem grande importância
na intimidade das pessoas com seus times, sendo símbolos da tradição e da
grandeza desses clubes. Entretanto, em vários casos ao longo da história do
futebol mundial, sobretudo no Brasil, o projeto de design das camisas resultou
em desenhos interessantes, grotescos e, um tanto quanto, cômicos.
Uma
camisa bastante comentada e ainda lembrada pelo torcedor brasileiro foi a
utilizada pelo Brasiliense, durante o Campeonato Brasileiro da série B de 2010
para homenagear o dia do rock, celebrado em 13 de julho. Mesmo sendo um estilo
musical muito representativo em todo planeta e que poderia gerar várias ideias
interessantes, os criadores não conseguiram fazer algo melhor que uma bagunça
de tons em preto e azul.

https://mantosdofutebol.com.br/2013/04/top-5-camisas-alternativas-polemicas/
Um
dos casos mais famosos de camisa de futebol que ficou estranha e engraçada foi
a camisa lançada pelo Flamengo, no início de 2010, completamente
descaracterizada das cores rubro-negras do clube. Tendo listras horizontais que
alternam entre o azul e o amarelo, a ideia da camisa era homenagear a Seleção
Brasileira que jogaria meses depois à Copa de 2010... entretanto, a exótica
vestimenta foi muito comparada à camisa do Tabajara F.C., time fictício criado
no programa de televisão Casseta e Planeta.

https://colunadofla.com/2017/10/jornal-coloca-camisa-do-fla-entre-as-mais-bizarras-dos-ultimos-20-anos/
Ainda
em 2010, o Botafogo lançou a sua quarta camisa (camisa do uniforme 4), algo
incomum, sobretudo em times brasileiros. Além do mau gosto da escolha e da
disposição das cores, colocando cinza e preto lado a lado, a camisa ficou
marcada pela derrota humilhante sofrida pelo Botafogo em casa (Engenhão) diante
do Vasco por 6x0, na disputa do Campeonato Carioca daquele ano. Naquele jogo, a
camisa teve sua estreia e, por toda superstição que caracteriza o torcedor
botafoguense, sua aposentadoria precoce.

https://fogoeterno.wordpress.com/tag/poster-do-botafogo-campeao-carioca-2010/
Em
2017, o Fluminense, empolgado com a sua nova patrocinadora (Under Armour), teve
o lançamento de sua camisa nº 2, em tom predominantemente branco. Aliás, mais
do que “predominantemente”, o branco era total em toda camisa, além do escudo
do clube e do símbolo do patrocínio. A forma “simplista” da camisa deixou os
tricolores muito chateados e incomodados com a fornecedora, pela camisa parecer
um “trapo velho de time de bairro”, como foi dito por alguns torcedores do
clube.

https://www.netshoes.com.br/camisa-fluminense-ii-1718-sn-torcedor-under-armour-masculina-branco-B78-2341-200
Vivendo
um dos momentos mais difíceis da história do clube, o Vasco da Gama lançou, no
início de 2009, suas novas camisas da desconhecida fornecedora de material
esportivo Champs, que fez algo deplorável se tratando de um clube histórico no
futebol brasileiro e mundial. A utilização de linhas completamente desconexas
no lugar das tradicionais faixas diagonais gerou incredulidade e revolta da
imensa torcida cruzmaltina.

https://twitter.com/vascoraiz1898/status/1121070471636824064
Além
de características como falta de beleza, loucura e simplicidade, as camisas de
futebol também apresentaram, ao longo da história, aspectos exóticos
relacionados à contextos políticos. Um exemplo muito famoso do futebol
brasileiro foi a camisa lançada pelo tradicional Madureira, o tricolor
suburbano do estado do Rio de Janeiro, que em 2013 lançou uma camisa em
homenagem aos 50 da visita do clube à Cuba, em uma excursão para jogar um
torneio. A camisa apresentava, além da bandeira de Cuba na vertical, uma imagem
do relevante guerrilheiro da Revolução Cubana, conhecido como “Che Guevara”
(Ernesto Guevara); sendo um sucesso de vendas inédito na história do clube, a
camisa foi comercializada para países de todos os continentes do
mundo.

https://twitter.com/globoesportecom/status/1101948550362161157
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